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Anemia refrataria

Conheça os sintomas e tratamentos da anemia refratária

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A anemia refratária é um termo popularmente usado para definir um subtipo de Síndrome Mielodisplásica (SMD).

Nela, o corpo do paciente não consegue produzir uma quantidade adequada de glóbulos vermelhos saudáveis, o que leva à redução da capacidade do sangue em transportar oxigênio para os tecidos do corpo.

A boa notícia é que existem tratamentos que melhoram a qualidade de vida de quem tem esse tipo de anemia e que controlam os sintomas da doença.

Para saber mais detalhes sobre ela e os seus tratamentos, basta seguir a leitura conosco ao longo deste artigo!

Anemia refrataria

O que é anemia refratária?

A anemia refratária é uma doença em que o corpo do paciente não consegue produzir a quantidade adequada de glóbulos vermelhos, levando as células imaturas de outros tipos que não atingem a maturidade.

Ela se trata de um dos quatro tipos de anemia que são chamados de Síndrome Mielodisplásica (SMD).

Quais os sintomas da anemia refratária?

Os sintomas da anemia refratária envolvem a falha na produção adequada de glóbulos vermelhos pela medula óssea, o que pode causar:

  • manchas vermelhas na pele (petéquias); 
  • cansaço extremo;
  • tendência a adoecer com facilidade;
  • dificuldade em respirar;
  • baço dilatado;
  • dificuldade em permanecer ativo durante um longo período, por conta da exaustão.
Anemia referropativa refrataria

Causas da anemia refratária

Nem sempre as causas da anemia refratária são identificadas.

Na maioria dos casos, ela surge como resultado de uma pessoa que fez quimioterapia ou radioterapia, algo que chamamos de versão secundária da doença.

Outra causa que também é associada a este tipo de anemia é a exposição a determinados produtos químicos.

Anemia refratária tem cura?

A anemia refratária tem altas chances de cura em caso de transplante de medula óssea.

Outros tratamentos podem resultar em uma melhora na qualidade de vida do paciente e controle prolongado dos sintomas da doença, conforme mostraremos abaixo.

Tratamento para anemia refratária

Em quase todos os tipos de anemia o tratamento envolve tomar suplementos como ferro para aumentar a produção de células sanguíneas.

Porém, esse método é ineficaz quando falamos desta anemia, pois os suplementos de ferro não são capazes de impulsionar a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea do paciente.

Sendo assim, uma das opções mais viáveis é fazer a administração de transfusões de sangue para entregar ao corpo do paciente os glóbulos vermelhos que ele precisa.

Mas aqui também existe um porém.

Isso porque em diversos casos em que essa opção de tratamento é inadequada e com o tempo existe uma diminuição da taxa de sobrevivência.

Além disso, em casos de leucemia mieloide aguda, que é uma anemia refratária com excesso de blastos na transformação, a medula óssea não é capaz de produzir qualquer célula madura vermelha, branca ou plaquetária.

Assim, o corpo do paciente fica cada vez mais frágil e doente, tratando-se do câncer, e sem muitos tratamentos que colaborem com uma cura total.

Nessas condições, uma opção de tratamento para curar essa doença é com quimioterapia e células-tronco.

Mas já ressaltamos que esse é um tratamento geralmente oferecido para pacientes relativamente jovens, não sendo comum em homens idosos, que são os que têm mais chances de desenvolver esse tipo de anemia.

Anemia autoimune refrataria
Anemia autoimune refrataria

Outros tipos de anemia

A anemia refratária é apenas um dos tipos de anemia. 

Abaixo, apresentamos a você outros tipos de anemia e os seus sintomas. 

Acompanhe!

Anemia ferropriva

O tipo mais comum de anemia é a ferropriva, causada pela deficiência de ferro no corpo do paciente.

Ela é muito frequente em mulheres grávidas, mas também pode ocorrer em crianças e adultos.

Entre os seus sintomas estão:

  • falta de atenção;
  • falta de ânimo;
  • falta de ar ao fazer esforços;
  • queda de cabelo;
  • dores abdominais;
  • baixo rendimento escolar;
  • vontade de comer coisas incomuns, como terra; etc…
  • alisamento da língua;
  • palidez;
  • feridas no canto da boca;
  • unhas quebrando com facilidade.

Anemia hemolítica

Este tipo de anemia é provocada por conta da destruição precoce das hemácias (glóbulos vermelhos).

Isso impossibilita a medula óssea do paciente de fazer a reposição das células sanguíneas na quantidade correta.

Ela pode acontecer por conta de:

  • uso de determinados medicamentos qualificados;
  • processos crônicos e agudos;
  • fatores genéticos;
  • picadas de cobra;
  • resposta inadequada do sistema imunológico;
  • reações depois de transfusões de sangue;
  • malária;
  • problemas na coagulação sanguínea. 

Entre os seus sintomas estão:

  • cansaço;
  • palidez;
  • falta de ar;
  • icterícia (amarelamento da pele e olhos);
  • sensação de barriga inchada;
  • desconfortos. 

Anemia falciforme

Essa anemia tem causas hereditárias e pacientes que a apresentam têm os seus glóbulos vermelhos em forma de foice.

Por conta dessa alteração, o transporte do oxigênio é prejudicado e leva a complicações na saúde.

Entre os sintomas da anemia falciforme, destacamos:

  • palidez;
  • dor nas articulações;
  • crises de dor;
  • atraso no crescimento;
  • cansaço;
  • icterícia (pele e olhos amarelados);
  • ferida nas pernas.

Anemia microcítica

A principal característica da anemia microcítica é a diminuição da quantidade de hemoglobina dentro dos glóbulos vermelhos do paciente.

Ela pode acontecer por conta de:

  • outros tipos de anemia, como ferropriva e sideroblástica;
  • caso de inflamações crônicas;
  • intoxicação por alumínio;
  • carência de ferro;
  • falta de zinco;
  • talassemia.

Entre os seus sintomas, destacamos:

  • palidez;
  • aumento dos batimentos cardíacos;
  • diarréia;
  • tontura;
  • dor de cabeça;
  • cansaço;
  • fraqueza
Anemia grave refratária

Anemia sideroblástica

A causa da anemia sideroblástica é o acúmulo de ferro em certas células da medula óssea do paciente, que é a parte responsável pela produção das células do sangue.

Desta forma, a produção de hemoglobina é prejudicada e não é suficiente.

Os  principais sintomas desse tipo de anemia são:

  • palidez;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • fraqueza;
  • dificuldade ao respirar.

Anemia de Fanconi

Assim como a anemia falciforme, a fanconi também tem causas hereditárias.

O que as diferencia é que essa anemia se caracteriza pela diminuição da quantidade de células sanguíneas, como glóbulos brancos, plaquetas e hemácias.

Quanto a esse tipo de anemia, destacamos que crianças que nascem com ela tem risco de ter má formação na medula, no sistema urinário e atrasos em seu desenvolvimento.

Entre os sintomas da anemia fanconi estão:

  • aumento na frequência cardíaca;
  • palidez;
  • cansaço;
  • falta de ar;
  • dores de cabeça;
  • dores musculares;
  • sangramentos e hematomas;
  • facilidade em desenvolver infecções.

Anemia perniciosa

Essa anemia acontece por conta da incapacidade de absorção da Vitamina B12, proveniente da alimentação do paciente.

A vitamina B12 está presente em carne vermelha, peixes, ovos e aves. A sua falta reduz o número de glóbulos vermelhos no sangue.

Entre os sintomas da anemia perniciosa, citamos:

  • formigamento nas mãos e nos pés;
  • dificuldade de raciocínio;
  • alterações no equilíbrio;
  • dificuldades de memória;
  • dificuldade de respirar;
  • aumento da frequência cardíaca;
  • dores de cabeça;
  • sangramentos frequentes;
  • dores musculares;
  • palidez.

Anemia aplástica

A anemia aplástica afeta o sangue e a medula óssea e pode ser causada por fatores hereditários ou pelo contato com materiais tóxicos, além de determinadas doenças e quimioterapia.

Entre os seus sintomas estão:

  • sangramentos recorrentes;
  • hematomas;
  • aumento dos batimentos cardíacos;
  • para disposição para desenvolver infecções;
  • palidez;
  • cansaço.

Leia também: Diseritropoiese: o que é e como tratar esse tipo de anemia rara

Conclusão

Hoje a nossa intenção era falar sobre a anemia refratária, uma doença em que o corpo do paciente não consegue produzir a quantidade adequada de glóbulos vermelhos, levando as células imaturas de outros tipos não conseguirem atingir a maturidade.

Como você viu, os seus sintomas incluem:

  • manchas vermelhas na pele (petéquias); 
  • cansaço extremo;
  • tendência a adoecer com facilidade;
  • dificuldade em respirar;
  • baço dilatado;
  • dificuldade em permanecer ativo durante um longo período, por conta da exaustão.

E o tratamento desta condição costuma envolver a administração de transfusões de sangue para entregar ao corpo do paciente os glóbulos vermelhos que ele precisa ou com quimioterapia e células-tronco.

Quer entender mais sobre a anemia e sua condições relacionadas? Leia o artigo O que é citomegalovirus: conheça os sintomas e métodos de prevenção.

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