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Bacteremia o que é: descubra tudo sobre a infecção na corrente sanguínea

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A bacteremia se caracteriza pela presença de bactérias na corrente sanguínea, podendo ser ocasionada por diversos procedimentos e infecções locais que se espalham pelo corpo.

Entre as principais causas do problema estão alguns procedimentos invasivos. Por isso, em muitos casos, antibióticos são receitados de forma preventiva, com o objetivo de reduzir o risco de complicações.

Além disso, pessoas que possuem articulações artificiais, válvulas cardíacas ou cateteres intravenosos apresentam maior risco de desenvolver complicações relacionadas à bacteremia.

Isso acontece porque o sangue é a principal via pela qual as bactérias podem ser transportadas pelo organismo. Assim, quando não são eliminadas pelo próprio sistema imunológico, elas podem se espalhar e se acumular em diferentes órgãos do corpo.

Acompanhe o artigo e saiba mais!

O que é bacteremia?

Trata-se da presença de bactérias na corrente sanguínea. A condição pode acontecer quando as bactérias conseguem romper a barreira protetora do sistema circulatório, sendo geradas a partir do uso de catéteres, feridas infeccionadas ou outras fontes de infecção.

A condição pode indicar um quadro leve e autolimitado, mas também pode evoluir e levar ao óbito.

O risco depende principalmente dos seguintes fatores:

  • Virulência da bactéria,
  • Número de bactérias que estão presentes na corrente sanguínea,
  • Capacidade de defesa do sistema imunológico do paciente.

As bactérias podem ser gram positivas ou gram negativas e a identificação é importante na definição do tratamento ideal.

Principais sintomas de bacteremia

Os sintomas costumam ser discretos, inclusive, havendo casos de pacientes assintomáticos. Nesses casos, quando há presença de sintoma, consiste basicamente em febre baixa.

No entanto, outros podem surgir a partir do momento em que há uma infecção generalizada. São eles:

  • Taquicardia;
  • Febre persistente;
  • Calafrios;
  • Hipotensão;
  • Rebaixamento do nível de consciência;
  • Dores abdominais;
  • Náuseas e vômitos;

Esses sintomas indicam uma possível sepse ou choque séptico.

A sepse é uma resposta generalizada do corpo à bacteremia com risco de mortalidade. Inclusive, ela é a maior causa de morte das Unidades Intensivas de Tratamento.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a está entre as principais causas de morte no mundo, sendo responsável por cerca de 11 milhões de óbitos por ano. Esse número é equivalente a aproximadamente 20% das mortes globais. Além disso, milhões de sobreviventes podem desenvolver sequelas e incapacidades de longo prazo.

No Brasil, são registrados cerca de 400 mil casos de sepse em pacientes adultos todos os anos. Desse total, aproximadamente 240 mil evoluem para óbito, o que evidencia a gravidade da condição e a importância do diagnóstico e tratamento precoces.

Já o choque séptico, considerado a forma mais grave da sepse, é caracterizado pela queda persistente da pressão arterial, falência de órgãos e alto risco de mortalidade, exigindo atendimento médico imediato.

O que causa a bacteremia?

Qualquer tipo de infecção pode causar bacteremia, mas ela é mais frequente em pacientes imunocomprometidos. Suas causas mais comuns são:

  • Infecção do trato urinário;
  • Problema gastrointestinal;
  • Infecção após cirurgia;
  • Infecção pulmonar (pneumonia);
  • Extração de dentes;
  • Uso de objetos não esterilizados, como agulhas e seringas, por exemplo.

Fatores de risco

Alguns fatores contribuem para aumentar o risco para a bacteremia, sendo os principais:

  • Imunossupressão, devido a infecções por doenças como HIV, tratamento com determinados medicamentos ou devido a outras questões;
  • Doenças ou tratamento com drogas que causam úlceras nos intestinos;
  • Paciente em terapia com antibióticos;
  • Doença graves ou que estão demorando para serem curadas;
  • Alcoolismo ou abuso de outras substâncias químicas.
  • Subnutrição.

Como diagnosticar?

 

como diagnosticar bacteremia

O diagnóstico da bacteremia é feito a partir de hemogramas e hemoculturas.

No hemograma, é preciso observar o número de leucócitos. Os valores diminuídos, dentre outras alterações podem indicar infecção.

Já com a hemocultura, identifica-se o agente infeccioso e a presença de microorganismos no sangue.

Além disso, é possível suspeitar de sepse ou choque séptico se o paciente repentinamente desenvolver uma temperatura muito alta ou baixa, bem como rápida frequência cardíaca ou respiratória e hipotensão.

Nesses casos, também podem surgir sinais sistêmicos de inflamação e disfunção de órgãos, indicando que a infecção pode estar comprometendo o funcionamento do organismo como um todo.

Quando há suspeita de infecção sistêmica sem causa aparente, o médico pode solicitar exames físicos e laboratoriais complementares. Exames de urina, urocultura, hemoculturas e análises de outros líquidos corporais estão entre os principais exemplos.

Para investigar a origem da infecção, também podem ser indicados exames de imagem, como radiografia de tórax, ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Como tratar a bacteremia?

Podem ser receitados antibióticos empíricos, de acordo com o resultado da cultura. Essa escolha deve ser baseada em uma suposição fundamentada em conhecimentos teóricos e práticos e devem ser levados em consideração:

  • A origem da infecção;
  • O cenário clínico;
  • A suspeita dos organismos causadores;
  • Resultados de culturas anteriores.

Com os resultados dos testes, a terapia contínua pode envolver necessidade de ajuste dos antibióticos. Também pode haver necessidade de drenagem cirúrgica dos abscessos e a remoção de dispositivos internos, já que estes podem ser a fonte da infecção.

Quanto tempo dura uma infecção bacteriana?

Os tratamentos com antibiótico, geralmente, duram de 7 a 14 dias, mas pode haver necessidade de estender esse período se houver resistência do paciente em responder ao tratamento.

A resistência do organismo a bactérias é um caso de saúde pública que causa preocupação à comunidade médica. Afinal, com o uso de antibióticos em excesso ou de forma inadequada, as bactérias tendem a ficar mais resistentes.

Qual a diferença de bacteremia e sepse?

diferença entre infecções bacterianas e virais

Basicamente, a diferença está na complexidade e gravidade de ambas as condições.

A sepse é a evolução da bacteremia, sendo considerada uma resposta mais complexa e grave do organismo, por ser uma reação inflamatória sistêmica.

No entanto, a bacteremia pode resultar até de uma situação inofensiva como uma escovação mais forte de dentes, abrindo passagem de bactérias para a corrente sanguínea, por exemplo. Se o sistema imunológico do indivíduo estiver em boas condições, ela pode ser curada pelo próprio organismo.

Já na sepse o paciente apresenta sintomas mais consistentes e sérios, podendo evoluir para o choque séptico, ainda mais grave e representando uma ameaça à vida.

Qual a diferença entre infecções bacterianas e virais?

Como os próprios nomes indicam, infecções bacterianas são provocadas por bactérias e as virais por vírus.

As bactérias são organismos unicelulares que podem sobreviver dentro e fora do nosso corpo. Muitas delas, inclusive, são benéficas para a nossa saúde e ajudam em diversos sistemas do nosso corpo.

Os vírus, por outro lado, não são células, mas sim organismos que precisam de um hospedeiro para se reproduzir e se multiplicar.

Assim, eles utilizam seres humanos e animais como hospedeiros e, quando entram ou saem do nosso corpo desenvolvem uma infecção.

Tanto as infecções bacterianas quanto às infecções virais podem causar doenças leves, moderadas e severas.

Além disso, para vários tipos de vírus e para algumas bactérias existem os imunizantes que podem ser adquiridos em forma de vacina.

Apesar dos sintomas nem sempre serem muito distintos, o tratamento para as duas é completamente diferente e somente um profissional de saúde tem condições de prescrever o mais indicado.

Bacteremia: atenção aos sinais e importância do tratamento precoce

A bacteremia pode ser resolvida pelo próprio sistema imunológico ou precisar de tratamento, dependendo de diversos fatores, como a virulência da bactéria e a quantidade delas no sangue.

Seu principal sintoma é uma febre baixa, mas quando o paciente apresentar sintomas mais graves, como taquicardia e calafrios, pode significar que a condição evoluiu para uma sepse.

Sendo uma resposta complexa do organismo, a sepse é preocupante e deve ser tratada com urgência para que não haja uma possível falência de órgãos e choque séptico.

Gostou do conteúdo? Compartilhe este artigo para que mais pessoas entendam os riscos da bacteremia e a importância do diagnóstico precoce.

Perguntas frequentes sobre o assunto

1. O que é bacteremia?

É a presença de bactérias na corrente sanguínea. A condição pode surgir após infecções, procedimentos invasivos ou uso de dispositivos médicos, podendo variar de quadros leves até situações graves.

2. Quais são os sintomas mais comuns da bacteremia?

Eles podem ser discretos, como febre baixa, mas também incluir calafrios, taquicardia, náuseas, hipotensão, vômitos e alterações no nível de consciência em casos mais graves.

3. Qual a diferença entre bacteremia e sepse?

A bacteremia é a presença de bactérias no sangue. Já a sepse ocorre quando o organismo desenvolve uma resposta inflamatória generalizada à infecção, podendo causar falência de órgãos.

4. Como é feito o diagnóstico da bacteremia?

Envolve exames como hemograma e hemocultura, além de exames de imagem e laboratoriais complementares para identificar a origem da infecção.

5. Como funciona o tratamento da bacteremia?

O tratamento, geralmente, é realizado com antibióticos, definidos conforme o agente infeccioso identificado e a gravidade do quadro clínico do paciente.

6. Quanto tempo dura uma infecção bacteriana no sangue?

O tratamento costuma durar entre 7 e 14 dias, mas esse período pode variar conforme a resposta do paciente e a resistência das bactérias.

7. É possível prevenir a bacteremia?

Sim, mas não 100%. Higienização adequada, cuidados hospitalares, uso correto de antibióticos e tratamento precoce de infecções ajudam a reduzir os riscos.

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