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Linfoma sintomas

Linfoma: sintomas, tratamento e diagnóstico do câncer que afeta o sistema linfático

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Conhecer os sintomas do linfoma é fundamental para identificar precocemente a doença e dar início ao tratamento. 

O linfoma é o câncer no sangue mais comum em adultos. No mundo, mais de 735 mil pessoas são diagnosticadas com linfomas por ano, de acordo com a Lymphoma Coalition, rede internacional de apoio a pacientes com linfoma.

No Brasil, a última estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca) data do ano de 2020, quando mais de 12.030 casos foram registrados. Destes:

  • 6.580 foram em homens; e 
  • 5.450 em mulheres.

Em 2019 foram mais de 5 mil óbitos no Brasil derivados deste tipo de câncer.

O que são linfomas?

Os linfomas são tipos de câncer que afetam o sistema linfático do corpo e têm origem nos linfócitos. Ele acontece quando uma célula apresenta alterações e passa a se multiplicar descontroladamente.

Existem dois subgrupos de linfomas e cada um deles se comporta de maneira distinta e, por isso, os sintomas de linfomas são diferentes.

Linfoma de Hodgkin

O linfoma de Hodgkin (LH) é um tipo de câncer que começa geralmente nos linfócitos do tipo B, que produzem anticorpos para proteger o corpo de vírus e bactérias e fazem parte do sistema linfático.

Como o sistema linfático está presente em quase todo o corpo a manifestação inicial do linfoma de Hodgkin pode começar em várias partes do corpo. As principais são:

  • linfonodos;
  • vasos linfáticos;
  • baço;
  • medula óssea;
  • timo;
  • adenóides e amígdalas;
  • trato digestivo.

As taxas de sobrevida relativas a 5 anos para o linfoma de Hodgkin nos Estados Unidos são de 92% para cânceres localizados, 94% para cânceres regionais e 82% para cânceres distantes. Já de forma geral, a taxa de sobrevida em cinco anos é de 88%. 

Essas estatísticas foram obtidas pela American Cancer Society com base no banco de dados de vigilância, epidemiologia e resultados finais (SEER), mantido pelo Instituto Nacional de Câncer (NCI) dos Estados Unidos.

Vale lembrar que a classificação utilizada agrupa os cânceres de acordo com a sua localização:

  • Localizado: limitado a área de linfonodo, órgão linfóide ou órgão fora do sistema linfático;
  • Regional: atinge uma área que vai do linfonodo a um órgão próximo. Precisa estar em duas ou mais áreas de linfonodo do mesmo lado do diafragma;
  • Distante: se espalhou para partes distantes do corpo.

Leia também: Saiba como diagnosticar a Esclerose Múltipla

Linfoma não-Hodgkin

Este tipo de câncer é o mais comum entre os dois e abrange o maior número de casos. Os linfócitos afetados neste caso são as células T. Alguns tipos de células T são responsáveis por destruir germes e outras por ajudar no controle das outras células do sistema imunológico.

A incidência deste tipo de linfoma aumenta conforme o avanço da idade. De acordo com o Inca, o número de casos de linfoma não-Hodgkin (LNH) dobrou nos últimos 25 anos.

Ele se subdivide ainda em mais de 80 subtipos, cada vez mais estudados por especialistas. Devido a grande quantidade e variedade de linfomas, existem muitas classificações para eles, mas uma das mais utilizadas é a da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS os classifica de acordo com:

  • o tipo de linfócito que o linfoma começa;
  • sua forma no microscópio;
  • as características cromossômicas das células do linfoma;
  • o aparecimento de determinadas proteínas na superfície das células cancerosas.

Outros classificação é a que subdivide-os de acordo com a rapidez de crescimento e espalhamento das células cancerosas:

  • linfomas indolentes – crescem de forma mais lenta e podem não precisar de tratamento imediato;
  • linfomas agressivos – crescem rapidamente e precisam ser tratados de forma imediata.

O índice internacional de prognóstico foi desenvolvido para ajudar os médicos no prognóstico de linfomas de crescimento rápido, mas também pode ser utilizado para outros tipos de linfomas.

A taxa de sobrevida da doença no geral é de 71% após 5 anos do diagnóstico, de acordo com a Sociedade Americana de Câncer.

Saiba mais sobre os diferentes sintomas de linfomas abaixo!

Linfoma: sintomas

Linfoma: sintomas

Os sintomas dos linfomas de Hodgkin e não-Hodgkin podem variar de acordo com os tipos  e subtipos da doença e também de acordo com a localização no corpo. 

Os sintomas de linfoma abdominal, na cabeça e na garganta, por exemplo, podem ser distintos. Um dos mais comuns é um nódulo que pode aparecer no pescoço, virilha ou braço e não costuma causar dor.

Vale destacar que muitas são as causas para o aumento dos linfonodos, inclusive infecções. Entretanto, se eles aparecerem devido a infecções geralmente causam dor.

Outros sintomas do linfoma que podem aparecer, mas apenas em algumas pessoas são: febre, suor noturno, perda de peso, cansaço e coceira na pele. 

Pode haver também dor no peito e dificuldade para respirar se o linfoma causar inchaços dos gânglios linfáticos dentro do peito e inchaço na região do tórax.

Linfoma: importância do diagnóstico

O diagnóstico do linfoma geralmente é feito por meio de biópsia para pacientes que apresentarem sinais e sintomas da doença.

Também é necessário ficar atento aos sintomas do linfoma que o paciente apresenta, e verificar a presença de infecções próximas aos linfonodos alterados.

De acordo com a American Cancer Society ainda não existem testes de triagem recomendados para o linfoma de Hodgkin, pois nenhum causou redução do risco de morte do mesmo.

Também é necessário ficar atento, caso o paciente possua fatores de risco conhecidos para a doença. Um acompanhamento médico regular deve ser realizado nesses casos.

Leia também: Medicamento Genérico: a classe de medicamentos que é um marco na saúde pública brasileira

Principais possíveis causas do linfoma

Atualmente, sabe-se de alguns fatores de risco para o desenvolvimento da doença, mas a causa propriamente dita ainda não é conhecida pelos pesquisadores.

No caso de LH sabe-se até o momento que quando o indivíduo possui a infecção pelo vírus Epstein-Barr, pode haver alterações no DNA dos linfócitos B e, consequentemente, ao desenvolvimento das células cancerígenas do LH, chamadas de Reed-Sternberg.

Os cientistas ainda não conhecem exatamente o que desencadeia este processo.

No caso de LNH, o envelhecimento é um dos fatores de risco, geralmente a maioria dos casos ocorre após os 60 anos e é maior em homens do que em mulheres.

Sabe-se também que este tipo de linfoma é mais comum em países desenvolvidos. Estados Unidos e alguns países da Europa possuem as taxas mais altas para a doença. Leia também: O que é microangiopatia?

Linfoma: tratamento

Em caso de sintomas de linfoma e diagnóstico para a doença de Hodgkin, podem ser indicadas a quimio e radioterapia como principais formas de tratamento.

A equipe médica vai decidir se o procedimento mais indicado são os dois tratamentos de forma complementar ou apenas um deles.

No caso de linfoma de Hodgkin, a cirurgia não é uma opção comum de tratamento.

Se esses tratamentos não estiverem funcionando, os médicos podem optar por opções de transplante de células-tronco e também imunoterapia.

Já quanto ao tratamento de linfoma não-Hodgkin, podem ser indicadas: quimioterapia, radioterapia, além de imunoterapia, quimioterapia de alta dose e transplante de células-tronco.

Outros fatores de risco são:

  • parentes de primeiro grau que já tiveram a doença;
  • exposição a determinados produtos químicos (benzeno, herbicidas e inseticidas) e medicamentos quimioterápicos para tratar outros tipos de câncer;
  • exposição à radiação;
  • doenças autoimunes;
  • sistema imune enfraquecido;
  • certos tipos de infecções.

Como prevenir o linfoma?

Como prevenir o linfoma?

Não há como prevenir o linfoma de Hodgkin, pois poucos dos fatores de risco para a doença podem ser alterados.

Uma das indicações é manter o sistema imunológico fortalecido para se prevenir de infecções e do vírus HIV, e neste último caso, fazer uso de preservativo nas relações sexuais.

Já o contato com substâncias químicas cancerígenas pode aumentar os riscos para o linfoma não-Hodgkin, por isso é importante evitar o contato com esse tipo de substância.

Alguns estudos sugerem também que a obesidade pode aumentar o risco para o desenvolvimento de aparecimento dos sintomas de linfoma não-Hodgkin.

Leia também: Câncer de pulmão: o que é, sinais, diagnóstico e tratamento

Conclusão

Um dos sintomas de linfoma mais comuns é o inchaço dos linfonodos que, em geral, não costumam ser doloridos.

O diagnóstico precoce é essencial e pode garantir mais chance de sobrevida após o tratamento.

Além dos sintomas de linfoma, uma característica principal diferencia os dois tipos da doença: enquanto o de de Hodgkin se espalha de maneira ordenada de um grupo de linfonodos para outros, o de não-Hodgkin trabalha de forma desordenada no corpo.

Os cientistas já descobriram diversos fatores que podem aumentar o risco para o linfoma, como a exposição a produtos químicos específicos e a determinados tipos de infecções, dentre vários outros fatores.

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