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Radiodermite

Radiodermite: conheça as causas e possíveis tratamentos.

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A radiodermite é o efeito colateral mais comum da radioterapia e trata-se de uma alteração que acontece na pele em função da toxicidade do tratamento, podendo apresentar diferentes graus, dependendo da severidade.

As feridas radiógenas, como também são chamadas, podem ser mais leves, gerando descamação, mas também podem causar feridas maiores e mais doloridas.

Muitas vezes, mesmo direcionada para tratar as células cancerígenas, a radiação pode atingir as células saudáveis da pele, causando lesões, especialmente na região para a qual é direcionado o tratamento. 

De acordo com as Linhas de Consenso em Enfermagem para uma melhor intervenção, documento da Associação de Enfermagem Oncológica Portuguesa (AEOP), estima-se que 80 a 90% dos doentes submetidos a Radioterapia (RT) vão experienciar algum grau de radiodermite. 

No entanto, a maioria das lesões é de menor intensidade e apenas 10 a 15% são graus mais avançados.

Principais sintomas da radiodermite

  • Eritema – o eritema é um dos sintomas que podem surgir logo nas primeiras semanas de tratamento. Se caracteriza por pele seca e sensível, sensação de pele quente e repuxando, além de prurido. Pode ter manchas uniformes ou não uniformes.
  • Descamação seca – pele seca e descamando, prurido, hipersensibilidade e bastante dor. Esse tipo de descamação evolui rapidamente para a descamação úmida.
  • Descamação úmida – é uma ferida que deixa a pele endurecida, hiperpigmentada e brilhante. Possui dor intensa e risco de infecção, principalmente se for em locais com pregas, como nas axilas e região inguinal.
  • Ulceração, Hemorragia e Necrose – é o efeito mais grave que pode surgir da radiodermite, mas é pouco frequente e costuma aparecer mais na fase tardia dos sintomas, como veremos abaixo.

Classificações de radiodermite

A radiodermite pode aparecer em dois momentos na pele do paciente. Na toxicidade aguda os efeitos aparecem até 90 dias após o início do tratamento.

Já na toxicidade tardia, os efeitos podem surgir meses e até anos após o tratamento.

Confira a tabela com os principais sintomas de cada uma delas com base no documento da AEOP e nos efeitos descritos pelo Grupo Oncológico de Radioterapia (RTOG) :

  Toxicidade aguda Toxicidade tardia
Grau 1 • Eritema ligeiro a moderado

• Alopécia

• Descamação seca

• Hipohidrose

• Atrofia ligeira

• Alteração da pigmentação

• Alopecia parcial

Grau 2 • Eritema moderado a intenso

• Pele sensível

• Descamação úmida irregular

• Edema moderado

• Atrofia moderada

• Telangiectasias moderadas

• Alopécia total

Grau 3 • Descamação úmida não restrita a pregas cutâneas

• Edema marcado

• Atrofia marcada

• Telangiectasia marcadas

Grau 4 • Ulceração

• Hemorragia

• Necrose

• Ulceração

Causas de radiodermite

Causas de radiodermite

A causa da radiodermite é a exposição ao tratamento de radiação ionizante.

A pele é um órgão vulnerável à ação da radiação, pois ela se prolifera de forma rápida e está em processo de maturação constante.

O que se sabe é que a radiação induz às quebras dos DNA e leva à morte das células e à inflamação.

O tratamento faz com que a pele perca a sua habilidade de impermeabilidade, por isso, a hidratação, a manutenção do PH e a alteração da secreção sebácea ficam comprometidas.

Espera-se que, pelo menos, 50% dos pacientes oncológicos sejam submetidos a esse tipo de tratamento e, destes, a maioria apresenta algum grau de radiodermite.

A reação inflamatória cutânea é capaz de causar atrasos no tratamento, além de reduzir a qualidade de vida do paciente e, em alguns casos, limitar as atividades diárias.

Leia também: Leucemia promielocítica aguda: saiba o que é e seu tratamento!

Fatores de risco

Alguns fatores de risco podem influenciar na duração e na intensidade dos efeitos colaterais causados pela radiação.

Confira quais são eles:

  • características do paciente, como idade, estado nutricional, hábitos e comorbidades;
  • dose aplicada, fracionamento e volume de tratamento;
  • estadiamento da doença;
  • localização da radiodermite;
  • presença de cicatrizes e estomas no local.

Como funciona o tratamento da radiodermite?

O tratamento da radiodermite pode ser feito com:

  • corticóides tópicos e/ou sistêmicos;
  • antibióticos;
  • oxigenação hiperbárica;
  • enxerto de pele se necessário.

Já os cuidados e o controle com a pele consistem em promover a limpeza do local, controlar a hemorragia, dor, odor e exsudação.

Para efeitos de II grau recomenda-se a limpeza com soro fisiológico, aplicação de hidratante e a aplicação de curativos com baixa aderência, que sejam extrafinos.

Feridas de III grau, também devem ser limpas e hidratadas. Já a aplicação dos curativos deve ser feita de acordo com a exsudação da pele: materiais absorventes para exsudação  em excesso, penso com hidrogel para exsudação espessa e para caso de sangramentos,  penso com material hemostático.

Também é necessário cobrir terminações nervosas com pensos e não utilizar adesivos na área.

É preciso estar atento para infecções e quaisquer sintomas do paciente e reforçar para o paciente a importância de não aplicar qualquer produto que não seja indicação médica, com o risco de piorar a região afetada.

Leia também: Câncer de mama: os principais tipos da doença e como tratá-la

Como prevenir radiodermite?

Como prevenir radiodermite?

Ainda mais efetivo do que tratar, é prevenir a doença.

Um estudo conduzido por Freedman conclui que a Radioterapia Modulada por Intensidade (IMRT) causa formas menos graves de reações e lesões, comparadas à técnica tradicional de radiação.

Apesar de nem sempre ser possível prevenir completamente a radiodermite devido aos fatores de riscos associados, é necessário tentar evitar as reações ao máximo.

O manejo e o tratamento adequado das lesões evita atrasos e interrupções no tratamento.

Veja as principais formas de prevenção:

Manter a pele limpa

A pele deve ser limpa com soro fisiológico e, para os banhos, devem ser usados sabonetes neutros sem perfume e nem agentes esfoliantes.

Para lavar, deve-se evitar esfregar a região e a temperatura da água deve ser morna.

É importante evitar tocar a região e qualquer coisa que possa esfregar ou irritar a pele.

Evitar exposição ao sol

O paciente deve evitar a exposição ao sol e sempre proteger a pele durante e após o tratamento.

É recomendado o uso de chapéus e lenços, além do uso do protetor solar em fator alto.

Use roupas largas e certos tecidos

Durante o tratamento, deve-se sempre prevenir o trauma, e o uso de roupas adequadas pode contribuir.

As roupas largas evitam que haja fricção na pele e amenizam as irritações.

Além disso, recomenda-se priorizar o uso de roupas de algodão que são macias e permitem que a pele respire.

Não faça depilação com lâminas ou ceras

Procedimentos depilatórios com lâmina, cera e cremes são desaconselhados durante o tratamento com radioterapia.

Como a pele fica muito sensível, é melhor evitar quaisquer substâncias ou objetos que possam irritá-la, como os depilatórios.

Recomenda-se usar a máquina elétrica para depilação.

Consuma muita água

Como a pele perde a sua função de impermeabilidade ela acaba ficando muito desidratada.

Por isso, além dos tratamentos tópicos também é necessário que haja o consumo de muita água, entre dois e três litros por dia.

Não faça tatuagens ou retoques

Tatuagens ou o retoque de tatuagens no local, deve ser feito somente após o término das sessões de radioterapia, com o período de espera de pelo menos um mês, a depender do grau da ferida.

Se a radiação for direcionada à tatuagem pode ocorrer desfiguração do desenho.

Cuidados após a radioterapia

Os cuidados com a pele devem se manter mesmo após a finalização da radioterapia, isso porque a reação aguda atinge seu pico em até duas semanas após a conclusão do tratamento.

Pode haver necessidade de o paciente ir ao até os serviços de saúde nas próximas semanas para que os curativos sejam feitos, mas além disso, o paciente e a família devem permanecer com os cuidados por cerca de três ou quatro semanas após a conclusão da radioterapia.

A radioterapia é um tipo de tratamento de câncer e, pelo menos, metade dos pacientes oncológicos são submetidos a ela.

Vale lembrar que o câncer é um problema de saúde mundial e uma das principais causas de morte de diversos países, por isso, o tratamento adequado é essencial.

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Conclusão

A radiodermite é uma reação inflamatória da pele que pode ocorrer devido ao tratamento de radioterapia.

Ela precisa ser prevenida e tratada da maneira correta para que não haja complicações e não seja necessário interromper ou atrasar o tratamento com a radioterapia.

A condição pode ter diferentes graus e causar desde descamações e vermelhidão até a necrose, em casos mais graves.

Com tratamentos mais modernos de câncer e a adoção necessária quanto aos cuidados com o paciente, as formas mais graves de reações são menos comuns a depender das condições e fatores de risco do paciente.

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