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Tipos de Influenza

Tipos de Influenza: entenda quais as diferenças nos sintomas

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Os diferentes tipos de influenza têm causado epidemias recorrentes da doença respiratória no mundo, pelo menos a cada três anos, há mais de 400 anos.

Desde o século XVI o mundo experimentou uma média de três pandemias por século, ocorrendo em intervalos de 10 a 50 anos.

A maior delas, historicamente registrada, foi a gripe espanhola causada pelo vírus influenza A H1N1, que ocasionou mais de 20 milhões de mortes em todo o mundo.

Já a última pandemia do vírus da influenza foi com o subtipo A, do H1N1, que ocorreu há 15 anos, em 2009, e ficou conhecida como a gripe suína.

Influenza: o que é

Conhecida popularmente como gripe, a influenza é encontrada em diferentes tipos e subtipos e pode infectar tanto humanos quanto algumas espécies de animais. Os vírus são responsáveis pelas principais epidemias e pandemias e são particularmente mais graves em pessoas com sistema imunológico comprometido.

É por isso que eles são monitorados, pois se ocorrer uma mutação do vírus e ele passar a ser transmissível entre humanos, pode haver uma disseminação grande na população, já que não se possui imunidade contra ele.

As epidemias são restritas a uma região ou localidade e a pandemia se configura quando o vírus está espalhado em uma área extensa do globo.

Tipos de Influenza

Dentre os tipos de influenza estão os vírus A, B, C e D. A combinação dos diferentes tipos e subtipos pode dar origem a mais de 30 mil vírus, mas poucos desses infectam humanos e  é sobre eles que vamos falar agora. Confira!

Tipo A

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O tipo A de influenza possui uma variedade de subtipos que combinam diferentes tipos de proteínas, as hemaglutininas e as neuraminidases. Até hoje foram contabilizadas 18 hemaglutininas, que vão de H1 a H18, e 11 neuraminidases, da N1 a N11. 

É a combinação entre essas proteínas que formam os diferentes tipos de vírus, mas somente três deles atingem humanos: H1N1, H2N2 e H3N2.

As proteínas que formam este vírus tem uma função. A hemaglutinina é a responsável por ligar o vírus às células receptoras. Já as neuraminidases têm a função de liberar o vírus nas células hospedeiras.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente apenas os subtipos A(H1N1)pdm09 e A(H3N2) circulam de maneira sazonal e infectam humanos. 

Mas outros de origem animal podem ocasionalmente causar preocupações, como o vírus A(H5N1), A(H7N9), A(H10N8), A(H3N2v), A(H1N2v).

Dentre os tipos de influenza, estima-se que o A é o que mais causa infecções no geral. Mas em algumas temporadas pode haver predomínio do tipo B.

Tipo B

Diferente do tipo A, o tipo B circula apenas entre humanos. Eles não são divididos em subtipos, mas sim em linhagens: Yamagata e Victoria.

O nome é associado às cidades onde as cepas surgiram, sendo Yamagata uma cidade no Japão e Victoria, um estado na Austrália.

Como dito acima, o tipo B também é uma das preocupações das equipes de saúde, pois pode ocasionar epidemias sazonais de gripe.

Tipo C

Já o tipo C é responsável apenas por infecções respiratórias brandas e por isso não tem uma importância epidemiológica muito grande. 

Além de não estarem relacionados a epidemias, os sintomas são parecidos com os de um resfriado e não costumam causar grande preocupação na saúde pública.

Tipo D

A descoberta do tipo D é relativamente nova, pois aconteceu apenas em 2011, quando foi descrito pela primeira vez após infecções em bovinos.

Esse tipo de influenza foi isolado nos Estados Unidos e não costuma infectar humanos.

Como ocorre a transmissão da influenza

A transmissão dos diferentes tipos de influenza ocorre por meio do contato com as secreções respiratórias de pacientes infectados. 

A excreção viral começa quando o vírus ainda está em incubação e, portanto, quando o infectado ainda não apresenta sintomas.

Já o pico da transmissão acontece nos dois primeiros dias de sintomas e diminui de maneira progressiva passadas 24 horas do período febril.

Sintomas da influenza

Os sintomas dos diferentes tipos de influenza são bem parecidos, sendo a principal característica a infecção aguda das vias aéreas. 

Entre os três primeiros dias de infecção a temperatura febril é superior a 37,8°C e depois costuma declinar, mas em crianças pode ser mais persistente.

De acordo com o Guia de Manejo e Tratamento de Influenza de 2023, o diagnóstico clínico é caracterizado por febre com sinais e sintomas de vias aéreas superiores junto a, pelo menos, uma manifestação sistêmica.

A infecção também pode estar acompanhada de:

  • rinorréia (nariz escorrendo), dor de garganta, rouquidão, disfonia, tosse, com comprometimento sistêmico;
  • calafrios;
  • mal-estar;
  • cefaleia;
  • mialgia.

A fraqueza típica pós gripe pode acompanhar o paciente por pelo menos duas semanas, mas em alguns casos pode se estender por mais de seis semanas.

Complicações da influenza

Segundo o Guia de Manejo e Tratamento de influenza, as complicações dos diferentes tipos de influenza possuem mais chance de ocorrer em:

Lactentes e pré-escolares Otite médiaParotiditeBronquiolitePneumoniaConvulsão febril
Crianças em idade escolar Otite médiaParotiditeBronquiteSinusiteBroncoespasmo
AdultosBroncoespasmoPneumoniaMiocardite, pericarditeMiositeRabdomiólise
IdososPneumoniaInfecção bacteriana invasiva secundáriaMiositeExacerbação de doença crônica preexistente
Gestantes e puérperas DesidrataçãoPneumoniaDoença cardiopulmonarTrabalho de parto prematuroAborto ou natimorto 
Indivíduos imunocomprometidos pneumonia gravesíndrome respiratória aguda grave
Todas as faixas etárias Insuficiência respiratóriaFalência de múltiplos órgãosSepseHepatite

O quadro completo pode ser consultado diretamente no guia.

Como tratar a influenza

Para tratar os diferentes tipos de influenza, primeiramente, é preciso fazer a definição de caso, que se diferencia entre síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave.

Síndrome gripal

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Caracteriza-se por febre de início súbito, acompanhada de tosse ou dor de garganta e pelo menos um dos sintomas a seguir: cefaléia, mialgia ou artralgia.

Em pacientes com fatores de risco para complicações, o manejo clínico indicado pelo Ministério da Saúde são:

  • medicamentos sintomáticos;
  • hidratação.

Síndrome respiratória aguda grave (SRAG)

Neste caso, além da síndrome gripal, o paciente deve apresentar dispneia ou saturação de SpO2 < ou =94% em ar ambiente, além de sintomas como desconforto respiratório, hipotensão e piora nas condições clínicas para ser considerado SRAG.

O tratamento indicado para estes pacientes incluí:

  • internação hospitalar;
  • avaliação clínica minuciosa e início da terapêutica imediata de suporte, incluindo hidratação venosa e oxigenoterapia;
  • aferição dos seguintes sinais: pressão arterial, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura axilar; além de exame cardiorrespiratório e oximetria de pulso de maneira frequente;
  • análise de amostras de secreções respiratórias segundo indicações do Guia para a Rede Laboratorial de Vigilância de Influenza no Brasil.

Como tratar a influenza em gestantes?

Nas gestantes e puérperas deve ser realizado o exame físico com ausculta (uso de estetoscópio para ouvir sons no corpo humano)  e frequência respiratória e os sinais não devem estar >20 rpm e frequência cardíaca >100 bpm.

Um dos sinais de agravamento a ficar atento é a SpO2 <94%. Neste caso, indica-se a oxigenoterapia, monitorização contínua e internação hospitalar.

A realização de exames radiológicos em caso de hipótese de pneumonia, controle da temperatura com antitérmico e atenção à queixas de dispneia (falta de ar) em caso de síndrome gripal.

Prevenção da Influenza

A melhor maneira de se prevenir é com a vacina anual da gripe. Ela não protege contra todos os tipos de influenza, mas sim contra as principais cepas da doença que estão em circulação naquele ano.

A vacina reduz significativamente o risco de agravamento da infecção durante o período de maior circulação do vírus.

Quem pode tomar a vacina?

Os grupos prioritários para a vacinação contra alguns tipos de influenza pelo SUS são:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Gestantes;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Idosos com 60 anos ou mais;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários;
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Conclusão

Compreender as diferenças entre os tipos de influenza é essencial para recomendar o tratamento adequado. 

Embora os sintomas sejam semelhantes, variando de leves a graves, a influenza tipo A é a mais comum e a mais propensa a causar pandemias devido à sua alta variabilidade. 

A vacinação anual permanece como a medida preventiva mais eficaz, especialmente para grupos prioritários como crianças, idosos e profissionais de saúde. 

Manter-se informado sobre as cepas em circulação e seguir as recomendações de saúde pública são passos essenciais para minimizar o impacto da influenza na sociedade.

Ao sinal de sintomas persistentes deve-se procurar auxílio médico.

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