Doenças hematológicas

Conheça quais são as doenças hematológicas, seus sintomas e tratamentos

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As doenças hematológicas atingem o sangue e a medula óssea, o que prejudica a produção e o funcionamento adequado das células sanguíneas.

Entre as condições mais comuns estão anemias, leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, hemofilia e distúrbios da medula óssea. 

Para que você entenda melhor sobre elas, este texto abordará as principais doenças hematológicas, seus sintomas, formas de diagnóstico, prevenção e tratamentos disponíveis.

Quais são as doenças hematológicas?

As doenças hematológicas são condições que afetam o sangue, a medula óssea e o sistema linfático, prejudicando a produção ou o funcionamento das células sanguíneas. 

Elas podem ser hereditárias, adquiridas ou decorrentes de outros problemas de saúde. A seguir, conheça os principais tipos de doenças hematológicas.

Anemias

A anemia ocorre quando há redução de hemoglobina ou glóbulos vermelhos no sangue, o que causa fraqueza, palidez e fadiga. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a anemia afeta 30% da população global.

No Brasil, mais de 20% das crianças até 5 anos e cerca de um terço das mulheres adultas sofrem com a condição, muitas vezes devido à deficiência de ferro.

Leucemias

A leucemia é um câncer que afeta os glóbulos brancos e leva à produção descontrolada de células anormais na medula óssea. 

Em 2020, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) registrou 6.738 mortes por leucemia no Brasil – 3.703 em homens (3,58 por 100 mil) e 3.035 em mulheres (2,80 por 100 mil).

Linfomas

Os linfomas são cânceres que atingem o sistema linfático, dividindo-se em Hodgkin e linfoma não-Hodgkin

Eles causam inchaço dos gânglios, febre e perda de peso e seu diagnóstico precoce é essencial para o sucesso do tratamento.

Mieloma múltiplo

O mieloma múltiplo é um câncer que afeta as células plasmáticas da medula óssea e leva a danos nos ossos, anemia e infecções. 

É mais comum em idosos e exige terapias como quimioterapia e transplante de medula.

Hemofilia

A hemofilia é uma doença genética que prejudica a coagulação do sangue e causa sangramentos prolongados. 

O Ministério da Saúde alerta que o Brasil tem a quarta maior população de hemofílicos do mundo, com cerca de 12 mil pacientes registrados.

Distúrbios da medula óssea

Os distúrbios da medula óssea incluem condições como aplasia medular e síndromes mielodisplásicas, que comprometem a produção de células sanguíneas. 

Eles podem ser tratados com transfusões, medicamentos ou transplante de medula.

doencas hematologicas exemplos

Quais são os sintomas das doenças hematológicas?

  • Baço ou fígado aumentado
  • Dor nos ossos e articulações
  • Equimoses e petéquias (hematomas ou manchas roxas no corpo)
  • Fadiga e fraqueza extremas
  • Fáceis sangramentos (incluindo sangramentos nas gengivas e nariz)
  • Falta de ar
  • Febre persistente
  • Gânglios linfáticos inchados
  • Infecções recorrentes
  • Icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas)
  • Tontura

Doenças hematológicas: diagnóstico

O diagnóstico de doenças do sangue envolve uma avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e, em alguns casos, métodos de imagem ou testes específicos. 

Veja abaixo quais são os principais procedimentos.

1. Hemograma completo

Este exame analisa a quantidade e a qualidade das células sanguíneas e é capaz de identificar possíveis alterações. Confira abaixo alguns parâmetros avaliados.

  • Volume Corpuscular Médio (VCM) – Tamanho médio das hemácias.
  • Hemoglobina Corpuscular Média (HCM) – Quantidade de hemoglobina por glóbulo vermelho.
  • CHCM – Concentração de hemoglobina nas hemácias.
  • RDW – Variação no tamanho dos glóbulos vermelhos.
  • Hematócrito – Porcentagem de células vermelhas no sangue.

2. Biópsia de medula óssea

É realizada com uma agulha especial, geralmente no osso do quadril, para analisar a produção de células sanguíneas e detectar cânceres como leucemia.

3. Exames de imagem

Radiografias, tomografias e ressonâncias magnéticas ajudam a avaliar órgãos como baço, fígado e linfonodos.

4. Testes complementares

  • Genéticos: identificam mutações em doenças como anemia falciforme e talassemia.
  • Coagulação: medem o tempo de coagulação (ex.: Tempo de Protrombina) para diagnosticar hemofilia.
  • Imunológicos: detectam anticorpos anormais em doenças autoimunes.
  • Mielograma: avalia células da medula óssea em casos de suspeita de câncer.
doencas hematologicas na infancia

Como prevenir doenças hematológicas?

Embora não seja possível garantir a prevenção total destas doenças, adotar algumas medidas pode ajudar na detecção precoce, quando essas condições são mais tratáveis. 

Confira na sequência algumas práticas recomendadas.

Pratique boa higiene

Lavar as mãos regularmente, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar o contato próximo com pessoas doentes são atitudes que ajudam a prevenir a propagação de infecções que podem desencadear essas doenças.

Vacinação

Manter a vacinação em dia é fundamental para se proteger contra infecções que podem afetar o sangue e a medula óssea, como hepatite B, papilomavírus humano (HPV) e influenza.

Evite fumar

O tabagismo é um fator de risco para o desenvolvimento de várias doenças, como leucemias e linfomas. 

Então, parar de fumar é uma medida importante para reduzir esse risco.

Adote um estilo de vida saudável

Manter uma alimentação balanceada, praticar atividades físicas regularmente e manter um peso corporal adequado são hábitos que fortalecem o sistema imunológico e podem reduzir o risco dessas doenças.

Evite exposição a toxinas 

A exposição a substâncias químicas perigosas, como benzeno e pesticidas, pode aumentar a probabilidade de desenvolver distúrbios hematológicos. 

Portanto, limitar o contato com essas toxinas ajuda a diminuir os riscos à saúde.

Como é o tratamento para doenças hematológicas?

O tratamento das doenças do sangue varia conforme o tipo e gravidade da condição, combinando diferentes abordagens terapêuticas. 

Veja quais estão entre as principais opções.

  • Tratamentos convencionais: como quimioterapia, radioterapia e transfusões sanguíneas, que ajudam a controlar a progressão da doença e repor células sanguíneas deficientes.
  • Terapias avançadas: inclui transplante de medula óssea, terapia CAR-T cell (que usa células do sistema imunológico modificadas para combater cânceres sanguíneos) e imunoterapia, com resultados promissores em leucemias e linfomas resistentes.
  • Terapias de suporte: como acompanhamento nutricional, psicológico e fisioterápico, essenciais para melhorar a qualidade de vida durante e após o tratamento.

Alertamos que com os avanços recentes na medicina, muitas doenças hematológicas antes consideradas intratáveis agora têm novas opções terapêuticas, o que aumenta as chances de controle e até mesmo cura. 

Entretanto, reforçamos que o plano de tratamento é sempre personalizado, feito com base nas características do paciente e da doença.

Conclusão

As doenças hematológicas, como anemias, leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, hemofilia e distúrbios da medula óssea, afetam a produção e o funcionamento das células sanguíneas, logo, podem causar sintomas como fadiga, sangramentos, infecções recorrentes e dores ósseas. 

O diagnóstico preciso, por meio de exames como hemograma, biópsia de medula e testes genéticos, é essencial para um tratamento eficaz. 

Embora nem todas sejam preveníveis, hábitos saudáveis, vacinação e evitar toxinas reduzem os riscos. 

Além do mais, as opções terapêuticas incluem desde tratamentos convencionais (quimioterapia, transfusões) até terapias inovadoras (transplante, imunoterapia). 

Reforçamos que com avanços médicos, muitas dessas doenças têm hoje melhores perspectivas de controle e qualidade de vida. 

Por fim, a conscientização e o acompanhamento médico regular são fundamentais para o manejo adequado dessas condições.

Referências

  • Ministério da Saúde
  • Instituto Nacional de Câncer – INCA
  • Sanar – Portal de Conteúdo sobre Medicina
  • Hospital Santa Paula
  • Hospital de Clínicas
  • Instituto Goiano de Oncologia e Hematologia
  • Estado de Minas

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