Médica conversando com paciente sobre câncer gist

Entenda o que é câncer GIST, os principais sintomas e o tratamento ideal

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O câncer GIST (tumor do estroma gastrointestinal) é um tipo raro que se origina nas células do trato gastrointestinal.

Embora a causa exata seja desconhecida, sabe-se que alterações genéticas podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença. 

E neste texto vamos falar sobre as principais possíveis causas, sintomas, diagnósticos, tratamentos, fatores de risco e incidência de quem é diagnosticado com essa condição.

Tudo para fornecer a você informações importantes para o entendimento dessa condição rara e desafiadora. 

Leia também: Tipos de câncer – câncer de tumores sólidos 

O que é o câncer GIST?

O câncer GIST (Tumor do Estroma Gastrointestinal) é um tipo raro de câncer que se origina nas células do estroma gastrointestinal, que é o tecido de suporte encontrado no trato digestivo. 

Esses tumores podem se formar em qualquer parte do sistema gastrointestinal, o que inclui o estômago, intestino delgado e cólon, mas são mais comuns no estômago e no intestino delgado. 

Os GISTs podem ser benignos ou malignos e muitos são diagnosticados em estágios avançados, devido à falta de sintomas iniciais específicos. 

Quais são as principais causas do câncer GIST?

A maioria dos casos de GIST não tem uma causa específica identificada. No entanto, algumas condições genéticas e fatores hereditários podem estar associados ao desenvolvimento desse tipo de tumor. 

Neste cenário, um fator importante é a mutação de certos genes, em particular o gene c-KIT, que codifica um receptor de proteína tirosina-quinase. 

Quando ocorre uma alteração nesse receptor, presente na superfície das células, um sinal anormal é enviado para elas, o que faz com que se multipliquem de maneira descontrolada e formem o tumor.

Além disso, as células tumorais no GIST tendem a ter uma sobrevida maior do que as células saudáveis.

Fatores de risco do câncer GIST

Existem poucos fatores de risco conhecidos para o câncer GIST, mas alguns desses fatores podem aumentar as chances de desenvolvimento da doença.

Entretanto, reforçamos que isso não significa que uma pessoa necessariamente vá desenvolvê-la.

Abaixo, conheça alguns fatores de risco para essa condição.

  • Idade: o GIST pode afetar pessoas de qualquer faixa etária, mas é mais comum em indivíduos com mais de 50 anos e é raro antes dos 40 anos.
  • Síndromes genéticas: mesmo que a maioria dos casos de GIST não seja hereditária, algumas mutações genéticas podem aumentar o risco de desenvolvimento do tumor, especialmente quando presentes em várias pessoas da mesma família.
  • Síndrome familiar de GIST: uma condição rara em que a mutação genética responsável pelo tumor é herdada, o que leva ao desenvolvimento da doença em idades mais jovens e pode resultar em múltiplos tumores. A mutação ocorre no gene KIT, que causa o crescimento descontrolado das células.
  • Neurofibromatose tipo 1: também conhecida como doença de von Recklinghausen, essa condição genética pode aumentar o risco de GIST.
  • Síndrome de Carney-Stratakis: outra síndrome genética associada a um maior risco de desenvolver GIST.

Principais sintomas do câncer GIST

O câncer GIST pode ser assintomático, especialmente em estágios iniciais, quando apresentar sintomas mais evidentes. 

Porém, quando sintomático, os pacientes frequentemente experimentam sinais gerais, como os que citamos abaixo.

  • Dificuldade para engolir: sensação de obstrução ao deglutir alimentos ou líquidos.
  • Falta de apetite: sensação constante de estar satisfeito, mesmo após ingestão de pequenas quantidades de alimentos.
  • Inchaço e dor abdominal: desconforto ou sensação de aumento do volume abdominal, frequentemente acompanhado de dor.
  • Náuseas e vômitos: sensação de mal-estar, muitas vezes com episódios de vômito.
  • Perda de peso inexplicada: redução de peso sem causa aparente, frequentemente associada à perda de apetite.
  • Vômitos ou fezes com sangue e anemia: sinais de sangramento interno, o que resulta em fezes com coloração escura ou episódios de vômitos com sangue, que levam à anemia.
Médica fazendo exame em paciente

Como é feito o diagnóstico do câncer GIST?

O diagnóstico do GIST muitas vezes ocorre de forma acidental, ou seja, é descoberto de maneira inesperada, geralmente durante a investigação de outra condição ou através de achados suspeitos em exames de rotina.

Quando o paciente apresenta sintomas, o diagnóstico é feito por meio de exames laboratoriais e de imagem, que podem incluir:

  • colonoscopia;
  • endoscopia;
  • exames de função hepática;
  • exames de sangue;
  • ultrassom endoscópico.

Esses exames são essenciais para confirmar o diagnóstico, determinar a extensão da doença e orientar a escolha do tratamento adequado.

Como é feito o tratamento do GIST?

O tratamento do GIST é definido com base no estadiamento do tumor, que considera seu tipo, localização, tamanho e gravidade. 

De maneira geral, a principal abordagem para tumores localizados é a cirurgia para remoção. 

E terapias complementares, como radioterapia e terapia-alvo, podem ser utilizadas para melhorar os resultados e aumentar as chances de cura. 

Além disso, reforçamos que o tratamento do GIST é complexo e deve ser conduzido por médicos especializados, como o oncologista, para garantir a melhor abordagem possível.

Incidência do GIST

O câncer GIST tem uma incidência (quantidade na qual a doença ocorre) relativamente baixa. A maioria dos pacientes diagnosticados com a doença tem mais de 50 anos, embora o tumor possa ocorrer em pessoas de qualquer faixa etária.

Médica avaliando exames de paciente com câncer gist

Conclusão

O câncer GIST é uma condição rara e desafiadora que pode ser tratada com sucesso, especialmente quando diagnosticada precocemente.

Como você viu por aqui, o tratamento envolve principalmente a remoção cirúrgica do tumor, com o auxílio de terapias complementares, como radioterapia e terapia-alvo, para melhorar os resultados. 

A detecção precoce e o acompanhamento contínuo por profissionais especializados são essenciais para aumentar as chances de cura e proporcionar um prognóstico favorável. 

Além do mais, o conhecimento sobre os sintomas, diagnóstico e tratamentos disponíveis é crucial para o manejo adequado da doença.

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