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Leucemia Mieloide Aguda

Conheça as causas e tratamentos da leucemia mieloide aguda

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A leucemia é o câncer das células brancas do sangue e pode ser classificada como leucemia mieloide aguda ou linfóide. 

Quando ela é categorizada como aguda, significa que há um crescimento rápido de células imaturas do sangue, ou crônica, com o aumento de células maduras, porém que são anormais.

Ou seja, a Leucemia Mieloide Aguda (LMA) é um câncer que começa na medula óssea e atinge o sangue periférico, que transporta nutrientes para todos os órgãos e sistemas do corpo. 

Portanto, ela pode se espalhar para os linfonodos, fígado, testículos, baço e para o sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).

Para ajudar você a entender melhor esse tipo de leucemia, quais os seus sinais, sintomas, diagnósticos, gravidade, chances de cura, tratamento e muito mais, preparamos esse artigo completo sobre o tema. 

Siga a leitura conosco e fique por dentro de tudo sobre o assunto!

Leucemia aguda

O que é leucemia mieloide aguda (LMA)?

A leucemia mieloide aguda é uma espécie de câncer que acomete as células sanguíneas do paciente e começa na medula óssea, o órgão que se responsabiliza pela produção de células do sangue.

É comum que esse tipo de leucemia se prolifere muito rápido e ela pode acometer  pessoas de todas as idades, embora seja mais frequente em adultos. 

Uma vez que as células cancerígenas se acumulem na medula óssea elas são liberadas na corrente sanguínea e transportadas  para outros órgãos onde seguem crescendo e se desenvolvendo.

A boa notícia é que quando esse câncer é diagnosticado em estágio inicial e não existe metástase, as chances de cura do paciente são altas.

Leia também: Leucemia mielomonocítica aguda: saiba mais sobre a doença

Sintomas de leucemia mieloide aguda

Os principais sintomas da Leucemia Mieloide Aguda (LMA) são ocasionados por conta do acúmulo de células defeituosas na medula óssea, que impedem ou prejudicam a produção de células normais.

Sintomas como fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros, ocorrem por conta da redução dos glóbulos vermelhos no sangue, inclusive que pode ocasionar anemia.

Além disso, com a queda do número de glóbulos brancos no organismo, a imunidade acaba ficando baixa, o que pode abrir caminho para o surgimento de infecções. Já a diminuição do número de plaquetas gera sangramentos nas gengivas e no nariz, por exemplo, além do aparecimento de manchas roxas (equimoses) e/ou pontos roxos (petéquias) na pele.

Eventualmente, outros sintomas da Leucemia Mieloide Aguda podem surgir como:

  • Desconforto abdominal (provocado pelo inchaço do baço ou fígado);
  • Dores nos ossos e nas articulações;
  • Febre ou suores noturnos;
  • Gânglios linfáticos inchados, principalmente na região do pescoço e das axilas (sem dor);
  • Perda de peso sem motivo aparente.

Além disso, caso a Leucemia Mieloide Aguda atinja o Sistema Nervoso Central (SNC), podem surgir dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão dupla e desorientação.

Vale ressaltar que é extremamente importante buscar ajuda médica caso perceba algum desses sinais e sintomas. Pois, um profissional investigará e recomendará o melhor tratamento, em caso da confirmação da suspeita.

Como é feito o diagnóstico da leucemia mieloide aguda?

O diagnóstico da leucemia mieloide aguda é feito através do hemograma, um  exame de sangue corriqueiro capaz de identificar alterações como:

  • presença de glóbulos brancos imaturos circulantes;
  • diminuição da quantidade de glóbulos brancos;
  • menor quantidade de glóbulos vermelhos;
  • diminuição da quantidade de plaquetas.

Em casos de suspeita da doença, para completar o diagnóstico os médicos podem solicitar um mielograma, um exame que avalia o funcionamento da medula óssea, ou seja, da fábrica de produção das células sanguíneas. 

Leia também: Saiba como diagnosticar a Esclerose Múltipla

LMA Leucemia

O que causa a leucemia mieloide aguda?

As causas da leucemia mieloide aguda são determinadas por conta de alguns fatores de risco, como:

  • idade;
  • gênero;
  • tabagismo;
  • exposição a produtos químicos;
  • medicamentos quimioterápicos;
  • exposição à radiações;
  • doenças do sangue;
  • síndromes hereditárias;
  • histórico familiar.

Idade

A doença pode aparecer em qualquer idade, porém é mais comum surgir conforme as pessoas envelhecem.

Gênero;

Essa doença é mais frequente em homens do que em mulheres e essa razão ainda é desconhecida.

Tabagismo

O tabagismo é um dos fatores de risco para essa doença porque ele também consegue afetar células que não entram em contato com a fumaça.

E isso acontece porque as substâncias causadoras de câncer no fundo do tabaco podem ser absorvidas pelos pulmões e se espalharem para diversas partes do corpo por meio da corrente sanguínea. 

Exposição a produtos químicos

Ficar exposto a agentes quimioterápicos e alguns produtos químicos podem aumentar o risco do desenvolvimento desta leucemia.

Aqui, destacamos o produto químico benzeno, um tipo de solvente usado em refinarias de petróleo, na indústria da borracha, na fabricação de sapatos, gasolina, em fábricas de produtos químicos, além de estar presente na fumaça do cigarro, em detergentes, colas e produtos de limpeza.

Medicamentos quimioterápicos

Estão mais suscetíveis a desenvolver a leucemia mieloide os pacientes que são tratados com alguns medicamentos quimioterápicos. 

Isso porque os agentes alquilantes e de platina estão altamente ligados ao aumento no risco da doença. Entre os exemplos destes agentes, podemos citar: 

  • clorambucil;
  • mecloretamina;
  • carmustina;
  • cisplatina;
  • ciclofosfamida;
  • melfalano;
  • procarbazina;
  • carboplatina;
  • bussulfano.

Exposição às radiações

Existem evidências de que pessoas que sobreviveram a bombas atômicas e acidentes de reatores nucleares têm um risco maior de desenvolver esse tipo de leucemia por conta da exposição às radiações ionizantes.

Doenças do sangue

Pacientes que têm doenças crônicas mieloproliferativas podem ter essa doença, principalmente se as enfermidades são tratadas com determinados tipos de radioterapia e quimioterapia.

Síndromes hereditárias

Determinada síndromes hereditárias com alterações genéticas elevam a possibilidade de ter leucemia mieloide aguda, como:

  • anemia de Fanconi;
  • síndrome de Down;
  • síndrome de Bloom;
  • síndrome de Li-Fraumeni;
  • síndrome de Blackfan-Diamond;
  • síndrome de Shwachman-Diamond;
  • ataxia-telangiectásica;
  • neurofibromatose tipo 1;
  • trissomia 8;
  • neutropenia congênita grave (síndrome de Kostmann).

Histórico familiar

Grande parte dos casos de leucemia mieloide aguda não estão relacionadas a causas  genéticas,  entretanto, ter parentes próximos com a doença eleva o risco de tê-la.

Por exemplo, quem tem gêmeo idêntico com essa doença antes do 1 ano de idade corre um risco maior de desenvolvê-la.

LMA

Qual a gravidade da leucemia mieloide aguda? 

A gravidade da leucemia mieloide aguda pode ser avaliada por meio de suas taxas de indução de remissão, que ficam entre 50 a 85%.

Já os dados de pacientes livres da doença a longo prazo são de 20 a 40%, porém, em pacientes mais novos que são tratados com transplante de células-tronco ou quimioterapia intensiva, esse dado sobe para 40 a 50%.

Uma das causas de um prognóstico pior da doença, por exemplo, é a mutação no gene FLT3.

Isso porque, em casos assim, a célula que carrega essa mutação apresenta uma resistência ao tratamento com quimioterapia convencional.

Ou seja, em pacientes portadores de mutação no FLT3, o retorno da doença é maior.

Porém, destacamos que a leucemia mieloide aguda é uma doença que apresenta dinamismo.

Sendo assim, um paciente, ao ser diagnosticado, pode não ter a mutação no gene FLT3, mas ela pode aparecer depois de uma recaída, bem como um paciente pode ter essa mutação ao ser diagnosticado, mas ela pode simplesmente desaparecer na recaída.

Qual a chance de cura da leucemia mieloide aguda?

A chance de cura da leucemia mieloide aguda é grande se o paciente for diagnosticado na fase inicial, pois a resposta ao tratamento será melhor.

Neste cenário, é importante ter em mente que o tratamento da leucemia leva em conta o grau de avanço da doença e pode envolver radioterapia, quimioterapia e imunoterapia.

E todo o tipo de tratamento tem como foco destruir as células cancerígenas no paciente para que a sua medula óssea consiga produzir células sanguíneas normais novamente.

Qual o tratamento para Leucemia Mieloide Aguda?

O diagnóstico rápido é o fator que mais aumenta as chances de cura e o tratamento busca atingir a remissão da leucemia mieloide aguda (LMA), para que não existam mais células anormais no sangue e na medula óssea.

Ele geralmente é dividido em dois momentos, sendo o primeiro com a aplicação da terapia de indução de remissão, seguido pela administração da terapia de consolidação, que procura evitar que a doença reapareça.

Alguns dos tratamentos utilizados para Leucemia Mieloide Aguda:

  • quimioterapia;
  • utilização de medicamentos anticâncer;
  • imunoterapia;
  • radioterapia.

Sobretudo, os profissionais de saúde levam em conta uma série de fatores. Por exemplo, idade, subtipo de leucemia, estado de saúde, antes de iniciar qualquer uma das opções de tratamento disponíveis.

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Conclusão

A leucemia mieloide aguda, é uma espécie de câncer que acomete as células sanguíneas do paciente e começa na medula óssea, o órgão que se responsabiliza pela produção de células do sangue.

Como você viu, os seus sintomas incluem fadiga, falta de ar, palpitação, dor de cabeça, entre outros, e ocorrem por conta da redução dos glóbulos vermelhos no sangue, inclusive pode ocasionar anemia.

As suas causas envolvem alguns fatores de risco, como:

  • idade;
  • gênero;
  • tabagismo;
  • exposição a produtos químicos;
  • medicamentos quimioterápicos;
  • exposição às radiações;
  • doenças do sangue;
  • síndromes hereditárias;
  • histórico familiar.

O seu tratamento envolve quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e o uso de  medicamentos.

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