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Saiba como se proteger da influenza e fugir dessa gripe forte 

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A influenza, popularmente conhecida como gripe, é  muito mais do que um resfriado comum.  

De fato, é uma infecção respiratória contagiosa que pode causar sintomas intensos e, em alguns casos, levar a complicações sérias. Tanto que o tipo A é responsável por 72,5% das mortes por síndrome respiratória aguda grave. 

Embora muitos consigam se recuperar sem maiores problemas, a doença pode ser particularmente perigosa para grupos vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas com condições crônicas de saúde. 

Mas a informação pode salvar vidas. Por isso elaboramos este artigo, explicando o que é esse vírus, como ele se espalha e, o mais importante, quais medidas você pode tomar para se proteger e evitar essa “gripe forte”.  

Afinal, o que é Influenza?  

A influenza é uma doença respiratória aguda causada pelos vírus influenza. Existem quatro tipos principais de vírus influenza: A, B, C e D.  

Os tipos A e B são os que causam epidemias sazonais em humanos e são responsáveis pela maioria dos casos de gripe. O tipo C causa infecções respiratórias leves e não são considerados responsáveis por grandes epidemias. Enquanto o tipo D afeta principalmente o gado e não é conhecido por causar doenças em humanos. 

Os vírus influenza são conhecidos por sua capacidade de mutação genética, o que significa que eles podem mudar sua estrutura constantemente.  

Essa é a principal razão pela qual podemos pegar gripe várias vezes ao longo da vida e porque a vacina da gripe precisa ser atualizada anualmente. Existem dois tipos de mutações importantes: 

  • Deriva Antigênica (Antigenic Drift): pequenas alterações que podem acumular-se ao longo do tempo e fazer com que o sistema imunológico não reconheça completamente as cepas anteriores do vírus. É por isso que as vacinas sazonais são reformuladas anualmente; 
  • Mudança Antigênica (Antigenic Shift): mudança abrupta e importante no vírus influenza A que resulta em um novo subtipo viral. Isso pode acontecer quando um vírus influenza de origem animal (como de aves ou suínos) salta para humanos, combinando-se com cepas humanas. As mudanças antigênicas podem levar a pandemias, como a gripe suína H1N1 em 2009. 

Como a gripe se diferencia de um resfriado comum? 

O segredo é ter atenção aos sintomas: o resfriado geralmente apresenta sintomas leves e progressivos, como coriza, espirros, dor de garganta e, às vezes, febre baixa. É mais incômodo do que incapacitante e costuma passar em poucos dias, sem maiores complicações. 

Já a gripe se instala de forma súbita e intensa, com febre alta, dores musculares, calafrios, cansaço extremo, tosse seca e mal-estar generalizado. Ela pode derrubar a pessoa por vários dias e, em alguns casos, evoluir para quadros mais graves, como pneumonia.  

Leia também: Influenza ou Covid-19? Saiba as diferenças entre os sintomas dessas doenças 

Por isso, é importante reconhecer os sinais e procurar orientação médica. Especialmente em grupos de risco, como crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas. 

Como a influenza é transmitida? 

A principal forma de transmissão da influenza é por meio de gotículas respiratórias expelidas por pessoas infectadas ao falar, tossir ou espirrar.  

Essas gotículas podem ser inaladas por outras pessoas ou depositar-se em superfícies, onde o vírus permanece viável por algumas horas. Assim, o contágio pode ocorrer: 

  • Pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas; 
  • Por meio de mãos contaminadas que tocam olhos, boca ou nariz; 
  • Em ambientes com ventilação insuficiente, que facilitam a propagação do vírus no ar. 

A influenza tem um curto período de incubação — geralmente entre 1 a 4 dias — e pode ser transmitida antes mesmo do surgimento dos primeiros sintomas. Isso torna o controle da disseminação um desafio e reforça a importância da prevenção. 

Quais são os sintomas da Influenza? 

Os sintomas da influenza geralmente aparecem de forma súbita e podem variar de leves a graves. Eles são semelhantes aos de um resfriado, mas tendem a ser muito mais intensos. Os sintomas comuns incluem: 

  • Febre alta (geralmente acima de 38ºC) 
  • Dor de cabeça intensa 
  • Dores musculares e articulares 
  • Calafrios 
  • Tosse seca e persistente 
  • Dor de garganta 
  • Fadiga intensa 
  • Congestão nasal 
  • Mal-estar generalizado 

Em algumas pessoas, especialmente crianças pequenas, idosos, gestantes e imunossuprimidos, a gripe pode se apresentar com sintomas atípicos ou progredir para quadros mais complexos. 

Quando é hora de buscar ajuda médica imediata 

Enquanto a maioria das pessoas se recupera da gripe em uma ou duas semanas, algumas podem desenvolver complicações graves. Por isso, é importante observar os sintomas e buscar ajuda médica imediata se você ou alguém próximo apresentar os seguintes sinais de alerta:  

Em adultos: 

  • Dificuldade para respirar ou falta de ar; 
  • Dor ou pressão persistente no peito ou abdômen; 
  • Tontura súbita ou confusão; 
  • Convulsões; 
  • Piora de doenças crônicas existentes; 
  • Fraqueza grave ou dores musculares que impossibilitam a movimentação; 
  • Febre ou tosse que melhora e depois retorna ou piora. 

Em crianças: 

  • Respiração rápida ou dificuldade para respirar; 
  • Coloração azulada nos lábios ou face; 
  • Dor no peito; 
  • Dor muscular grave (a criança se recusa a andar); 
  • Desidratação (sem urinar por 8 horas, sem lágrimas ao chorar); 
  • Não interagindo, não alerta ou irritável (não quer ser abraçado); 
  • Crises convulsivas; 
  • Febre com erupção cutânea; 
  • Piora de doenças crônicas existentes. 

Esses sinais podem indicar complicações graves como pneumonia (a complicação mais comum), bronquite, sinusite, otite, miocardite (inflamação do músculo cardíaco) ou encefalite (inflamação do cérebro). Em casos extremos, a influenza pode levar à hospitalização e até mesmo à morte. 

Como se prevenir da influenza? 

A boa notícia é que existem medidas eficazes para prevenir a influenza e reduzir sua circulação na comunidade. Veja a seguir as principais estratégias recomendadas por especialistas: 

1. Higiene frequente das mãos 

Lavar as mãos com água e sabão regularmente é uma das formas mais eficazes de interromper a cadeia de transmissão do vírus. Quando não for possível, o uso de álcool em gel 70% é uma alternativa viável. 

2. Etiqueta respiratória 

Ao tossir ou espirrar, cubra o nariz e a boca com o antebraço ou com lenço descartável. Essa atitude simples reduz a dispersão de gotículas contaminadas no ambiente. 

3. Evitar aglomerações e locais mal ventilados 

Durante surtos ou períodos de maior circulação do vírus, evitar ambientes fechados e com grande fluxo de pessoas pode ser uma medida protetiva importante — especialmente para os grupos de risco. 

4. Uso de máscara em casos sintomáticos 

Pessoas com sintomas gripais devem usar máscara para reduzir o risco de transmissão, principalmente em locais públicos ou durante atendimento médico. 

6. Ventilação de ambientes 

Manter os ambientes bem ventilados ajuda a dispersar as gotículas respiratórias, reduzindo a concentração de vírus no ar. Abra janelas e portas sempre que possível. 

7. Estilo de Vida Saudável 

Um sistema imunológico forte é seu melhor aliado contra qualquer infecção. Adote hábitos saudáveis para fortalecê-lo: 

  • Dieta balanceada: consuma uma variedade de frutas, vegetais e alimentos integrais; 
  • Hidratação: beba bastante água; 
  • Sono adequado: tenha horas de sono suficientes para permitir que seu corpo se recupere e funcione bem; 
  • Exercício físico regular: mantenha-se ativo para melhorar a função imunológica; 
  • Gerenciamento do estresse: o estresse crônico pode enfraquecer o sistema imunológico. 

8. Se estiver com sintomas, evite circular por aí 

Se você estiver com sintomas de gripe, a melhor atitude é ficar em casa para evitar transmitir o vírus para outras pessoas.  

Então evite, sempre que possível, ir ao trabalho, escola ou locais públicos até que seus sintomas melhorem e a febre desapareça por pelo menos 24 horas (sem o uso de medicamentos para baixar a febre). 

9. Vacinação anual 

A vacinação contra a influenza é uma das estratégias mais eficazes de prevenção. Como o vírus sofre mutações frequentes, a composição da vacina é atualizada anualmente com base nas cepas circulantes. 

A vacinação é recomendada para todas as pessoas a partir dos 6 meses de idade, com especial atenção aos grupos de maior risco de complicações, como: 

  • Crianças de 6 meses a 5 anos de idade; 
  • Adultos com 60 anos ou mais; 
  • Gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); 
  • Pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, hepáticas, neurológicas, diabetes, obesidade mórbida); 
  • Imunossuprimidos; 
  • Profissionais da saúde; 
  • Professores; 
  • População indígena; 
  • Pessoas privadas de liberdade. 

A vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de formas graves, hospitalizações e mortes. Por isso, é considerada uma ferramenta essencial de saúde pública. 

Tratamento e recuperação da influenza 

Caso você contraia influenza, o foco principal é o alívio dos sintomas e a prevenção de complicações.  

  • Descanso: descanse bastante para permitir que seu corpo se recupere; 
  • Hidratação: beba muitos líquidos para evitar a desidratação; 
  • Medicamentos: medicamentos de venda livre, como analgésicos e antitérmicos, podem ajudar a aliviar a dor e a febre; 
  • Antivirais: em alguns casos, especialmente para pessoas em grupos de risco ou com sintomas graves, o médico pode prescrever medicamentos antivirais para reduzir a gravidade e a duração da doença se iniciados nas primeiras 48 horas do aparecimento dos sintomas. 

É fundamental que você não se automedique. Sempre converse com um profissional de saúde para obter um diagnóstico correto e a orientação sobre o tratamento mais adequado para o seu caso. 

Influenza e a importância da informação 

Em tempos de tanta circulação de informações, é fundamental confiar em fontes seguras e baseadas em evidências científicas.  

O conhecimento sobre a influenza – sua forma de transmissão, sintomas e prevenção permite agir com responsabilidade – permite que você cuide da própria saúde e de quem está ao redor. 

Agora você já sabe que a influenza é mais do que uma gripe forte. Por isso, a prevenção é sempre o melhor caminho. Então, medidas simples – como lavar as mãos, manter os ambientes ventilados e, principalmente, aderir à vacinação anual – fazem toda a diferença na proteção individual e coletiva. 

Além disso, sempre converse com seu médico sobre a melhor forma de prevenção. Informação de qualidade e orientação especializada são os melhores aliados da sua saúde. 

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